“May we never forget”

Não dá pra sorrir pra foto nesse lugar. Só de pensar que, por causa da ideologia de um grupo terrorista, quase 3000 pessoas morreram (2.977 pra ser exata). A vítima mais velha tinha 85 anos; a mais nova, dois anos. Mais de 400 trabalhadores que responderam aos primeiros chamados de emergência morreram no cumprimento do dever.


“May we never forget” (talvez a gente nunca esqueça) era a frase escrita no muro, na chegada ao memorial. Ali fixaram suportes de acrílico (cobertos para não entrar água, aliás uma solução muito inteligente) para conter os folders em vários idiomas, que falam sobre o que aconteceu nesse dia e explicam como esse memorial vem sendo construído, bem como as outras edificações em torno da região afetada. Foi linda a forma como eles honraram as vítimas do 11 de setembro, e não simplesmente “enterraram” o assunto, construindo novos prédios sobre o local. Mesmo se tivessem feito isso, alguém sempre ia dizer: aqui foi onde caíram aqueles aviões… melhor fazer o memorial mesmo.


O que eu não sabia é que em torno do World Trade Center tiveram de ser demolidos outros prédios, pois tiveram suas estruturas ameaçadas pela queda das torres gêmeas.


“O memorial do 11 de setembro foi projetado pelo arquiteto Michael Arad e pelo arquiteto paisagista Peter Walker. O projeto foi escolhido por meio de um concurso internacional que recebeu 5.201 propostas de 63 países. Foi inaugurado no 10º aniversário dos ataques. Ele é formado por duas piscinas montadas na área das Torres Gêmeas. Cascatas de 9 metros – as maiores da América do Norte – desaguam nas piscinas para desembocar em um vazio central. Os nomes das vítimas estão inscritos em parapeitos de bronze ao redor das piscinas” (texto do folder).


Já imaginou quanto tempo se passou até tudo ficasse pronto? E os prédios em volta do memorial ainda estão sendo construídos, 13 anos depois!


A inauguração do museu do memorial está prevista para ser realizada entre março e maio de 2014 e será foco central global para a preservação da história do 11 de setembro. Ele narrará os eventos do dia, os fatos que os precederam e a resposta nacional e internacional que se seguiu. Uma exposição no memorial honrará as vidas individuais das quase 3.000 vítimas.


Para visitar tem que fazer a reserva pela internet no dia anterior e pagar 2 dólares. Lá na entrada do memorial você precisa passar por portais de “raio X” onde revistam tudo. É uma segurança ferrada no local, tem policial pra tudo que é lado. Mas claro, imagine se um louco resolve destruir as piscinas! acabar até com os nomes das vítimas e fazer outras! kkk Pelo menos assim a gente se sente mais seguro. É triste, mas é verdade.