O que fazer antes de criar uma logo?

Uma identidade visual, como o nome já diz, serve para diferenciar determinada empresa no mercado, entre seus concorrentes. Um consumidor só busca por determinada marca se sua mensagem chega para ele de forma clara, tanto através de uma identidade visual coerente, como através da publicidade.


Assim, a função do design é projetar uma logomarca coerente com a identidade da empresa e a função da publicidade é criar associações com essa imagem, agregando conceitos e valores de forma ainda mais direta.


Entretanto, um dos problemas que as empresas enfrentam, justamente no momento em que estão sendo criadas, é a falta de clareza a respeito de si mesmas, ou seja, de sua “essência”, que servirá de base para a criação da identidade visual. A maioria delas quer iniciar a fase de criação de marca, sem antes definir bem seu propósito, conceitos, valores, público alvo, forma de trabalho, objetivos, enfim, sua identidade corporativa. Se assim for, então a empresa de design contratada terá a difícil tarefa de representar graficamente algo ainda não definido, quase adivinhando ou sugerindo uma identidade.


Nenhuma empresa quer jogar dinheiro fora, mas quando a sua identidade visual não é eficiente, é justamente isso que acontece. Aquele investimento feito quando a empresa estava iniciando suas atividades no mercado, corre o risco de ter sido totalmente em vão. O principal prejuízo é em relação ao seu reposicionamento na mente de seu público de interesse, porque jogar um cartão de visita desatualizado no lixo é fácil, mas deletar uma imagem corporativa da mente do seu público consumidor e reescrever uma nova é um processo que envolve novos e muitos investimentos.


<strong>“Na ausência de singularidade, a estratégia da empresa é mera imitação, sem atributos que a destaquem dos demais concorrentes. Sem uma “mensagem irresistível” para se comunicar com o mercado, será uma empresa orientada para si própria ou um exemplo clássico de inovação pela inovação, sem grande potencial comercial e sem autonomia natural.” (A Estratégia do Oceano Azul, de W. Chan Kim e Renée Mauborgne).</strong>


<strong>Conclusão</strong>: para não ter prejuízos mais tarde e já começar com o posicionamento certo e uma marca forte no mercado competitivo, vale a pena reunir os sócios, colaboradores e designers, conversar e refletir bastante sobre os propósitos e planos da empresa, defini-los com clareza e só então passar para o desenvolvimento visual da marca. Esse sim é um bom começo.